Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe aprova PL que declara a Sulanca como Patrimônio Material, Imaterial, Cultural e Histórico
Após ampla discussão com a sociedade civil, agentes culturais, pesquisadores e historiadores, a Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe aprovou, na última terça-feira (26), durante a 18ª Sessão Ordinária, o Projeto de Lei nº 63/2026, que declara a Sulanca como Patrimônio Material, Imaterial, Cultural e Histórico do município e institui o dia 20 de setembro como o Dia Municipal dessa expressão oriunda do artesanato e do movimento econômico e social iniciado em meados da década de 1930.
O projeto visa valorizar e perpetuar uma prática que faz parte da identidade da cidade, protegendo seu legado para que as futuras gerações compreendam o valor dessa herança cultural e contribuam para sua continuidade. “Fico feliz em participar da Legislatura que fez essa reparação histórica para o nosso município e, principalmente, para a memória dos homens e mulheres que abriram caminhos e viram na Sulanca um segmento econômico de transformação”, destacou o presidente Augusto Maia (MDB).
O artigo 2º da proposta também institui o Dia Municipal da Sulanca em 20 de setembro, data escolhida por marcar o nascimento de Dona Petinha, pioneira da costura e dos movimentos que deram origem à Sulanca. A criação da data comemorativa busca promover, anualmente, um momento de celebração e reflexão sobre a importância desse legado. “A partir de pioneiras como Dona Petinha, a Sulanca transformou vidas, movimentou a economia e levou o nome de nossa cidade para todo o Brasil. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história”, justificou o autor do projeto, vereador Gilson Julião (MDB).
Durante a tramitação da matéria em plenário, integrantes do movimento Base Mais, Agda Moura, Mayara Bezerra e Jorge Feitosa, fizeram uso da palavra para destacar que a Sulanca transcende sua função econômica e se consolida como símbolo de identidade e força coletiva do povo de Santa Cruz do Capibaribe. “Em cada peça confeccionada, em cada mão que costura e transforma tecidos, reside o espírito de uma cidade que prospera e se renova”, frisou Agda.
Segundo a justificativa do projeto, a Sulanca é a expressão viva da capacidade de adaptação, do empreendedorismo e da resistência do povo santa-cruzense. Mais do que uma prática comercial, ela representa a essência de uma comunidade, uma fonte de memórias e a demonstração de que, mesmo diante das dificuldades, é possível transformar, construir e prosperar.
Na última quarta-feira (27), um dia após a aprovação unânime pelos parlamentares presentes à Sessão Ordinária, o prefeito Helinho Aragão (PSD) sancionou a Lei Municipal nº 4.205/2026, que reconhece oficialmente a Sulanca como Patrimônio Material, Imaterial, Cultural e Histórico de Santa Cruz do Capibaribe.